Sobre fé e transcendência

além da religião

Sobre amor

Eliane Pinheiro

Não é possível amar puramente a quem se conhece. Conhecer é ter intimidade para ver o odiável. E a partir de então, amor e (quase) ódio são faces de uma mesma moeda.
Moeda.
Moeda. Valor de troca. Na amizade ou no namoro: Supre-me as necessidades e supro-te.
Necessidade de riso frouxo, de maledicência, de abraço, de olhar pras coisas junto. Necessidade de importância.
Somos, seguramente, muito importantes para quem nos ama mesmo nos conhecendo.
E temos sede desse suicídio da persona. Queremos esse canto de nudez no mundo. Desconfio que a busca das pessoas não seja conquistar. Mas ter consigo a quem possa desconquistar em paz, de meia furada ou bebendo água no gargalo, sendo o que seria sozinho.
Sim! É isto! É sobre pessoas que podemos arrastar pra dentro de nossa solidão, sem arrumar o quarto.
Que pessoa quereria ser a deusa de alguém, se o decanso da alma é poder ser só demasiadamente humana?

Anúncios

Navegação de Post Único

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: